O brunch do colinabo

Poznan, terça pola manhã. O dia anterior pedira ir ao mercado para comprar as cousas da ceia galego-polaca. Nenhum de nós almorçara, polo que aproveitamos para preparar um brunch à polaca, com zurrapa incluída.


O brunch do colinabo


Para mim este foi um momento glorioso: quantas vezes podo ir ao mercado tão bem acompanhado? ademais tive a ocasião de provar o colinabo -ou kolhrabi- do que escutara falar maravilhas a Fergus Henderson no seu livro From Nose to Tail, que no seu restaurante serve em salada, ralado e adereçado. Com Joanna, Kalina e Agata foi ainda mais básico, comendo o nabicol (esta verdura tem mil nomes), cortado em toros grosos, em cru, coma se for uma froita.

Já na casa de Joanna preparamos o brunch, com smalec caseiro e algumas compras do mercado (cogombros em vinagre, pasteis com semente de papoula e uma espécie de coleslaw). O smalec é uma bomba calórica, mui similar à zurrapa ou aos rillettes. Para mim, que havia mais de dous anos que não tomava algo similar, foi um momento de lembranças. Colette afirmava que não há que se fiar “das mulheres que não gostem do vinho, do queijo e da música”. Se das de fiar também gostam do lardo, como não vas cair rendido aos seus pes?

Maldita primavera, ainda que chova.

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4 Responses to “O brunch do colinabo”

  1. José Luis Louzán Says:

    Hai xente con sorte e outros que nacemos estrelados… menuda compaña para ir a un mercado jajajaja

    Chamoume a atención o sitio este onde facedes cola que parece ter unha ¿mampara? por diante do posto de venda e que hai que entenderse a traves dunhas ¿fiestras?. O mellor a imaxe me engana pero me pareceu o peor grao de mercadotecnia de vendas que vin na miña vida…

    Por outra parte, si iso é pura graxa en vea … enton o Caldo con unto ¿que é?…

    Canto nos parecemos Polacos e Galegos…..

  2. Rodrigao Says:

    sim que é uma mampara, pêro eu não seria mui duro com a crítica, que muitas vezes se nos escapam matizes doutras culturas. Ademais, para um “torista” resulta pintoresco ver jeitos distintos… tu imagina-te um planeta Starbucks!! quelle horreur!! mon dieu!!

    Se a zurrapa, smalek ou rillettes são graxa em vea, o caldo com unto seria pingo homeopático.

    Há alguns por aqui, em Corcubión, que pensa que somos os galegos e os chineses quem somos cuspidinhos :)

  3. José Luis Louzán Says:

    Eso xa o dicia Cunqueiro creo hai moitos anos (o dos galegos e os chineses). Polo menos mais parecidos que os celtas, rubios e altos, si que somos….

    Si que vexo que, canto mais o norte mais “barbaros” son os pratos en canto a caloría e graxa….

  4. Rodrigao Says:

    “Bárbaro: Que é admirable pola súa calidade.” Estou enganchado ao lardo (de qualidade)!

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