As possibilidades do cozido I: primeiro fracasso

Quando fazemos cozido não podemos ser tacanhos com a carne, as grandes potas vermelhas pedem peças e mais peças do porco, do rabo ao foucinho. Acabei com tanta carne que decidi fazer uma terrina que ficou em cabeça de jabalí. José Luis recomendou um Wrongo Dongo 2007 para acompanhar este prato.


As possibilidades do cozido: primeiro fracasso.

Tentei acentuar os sabores da terrina preparando um caldo mui especiado, com cravo, noz moscada, mostarda e loureiro, mas a carne estava tão curada que esse sabor foi o que acabou dominando a preparação. Depois provar isto tenho ainda mais ganas de provar a curar em salmoira, engadindo ao sal outros ingredientes mais amáveis, com toques doces, que à carne graxa de porco vai-lhe de maravilha, e com curados menos agressivos.

Apesar do fracasso, creio que há possibilidades mui interessantes se conseguimos aromatizar bem a carne. Assim que vou dar a receita, que é mui singela:

1) Separamos as carnes gelatinosas dos ossos. Cozemos os ossos com loureiro e cravo durante 4 horas.

2) Forramos um molde com film transparente.

3) Adubamos a carne com mostarda em pó, pimenta e noz moscada.

4) Enchemos o molde e botamos o caldo por cima. Pomos um peso e deixamos na neveira toda a noite.

Com este preparado estou a fazer uns bocatas com cogombros em vinagre com os que Marga e Javi estão encantados na oficina. Creio que é o melhor uso que lhe podo dar.

7 Responses to “As possibilidades do cozido I: primeiro fracasso”

  1. Montrovita Says:

    Mala pinta non ten, e supoño que aguantará bastante tempo, non? Para tomar nun bocata de bo pan… Poñeríaslle chutney? Non sei, sempre digo que non debería ver isto con fame, e sempre fago o mesmo!!!

  2. José Luis Louzán Says:

    Non sei como sabera pero a pinta é moi boa… ademais non che pasou coma nos meus fracasos, onde o asunto tende a desmontarse e facer un estrago na cociña…

    Probablemente un aderezo “a posteriori” podería resolver esa ausencia de especias da que falas ¿non?

  3. Rodrigao Says:

    Montrovita, chutney não, melhor algo ázedo como cogombros em vinagre, alcaparras e um pouco de mostarda inglesa.

    José Luis, não estava mal, pêro buscava outra cousa. O problema é que a carne tinha um sabor tão forte que haveria que engadir demasiada especia e acabaria todo por matar-se entre sim.

    Hei-de provar mais adiante a curar eu mesmo com uma mestura de sal, açucar, vinagre e especias durante 5 ou 6 dias, a ver se consigo o sabor que quero. Já te contarei.

  4. Milu Says:

    Carallo!! jajaja. Vaya bloque. No te gustó?? Explica explica…

    Milu.

  5. Rodrigao Says:

    Milu, estava decente, cabeça de jabalí de toda a vida. Em bocata, com pepinilhos em vinagre está rico, mas não era o que esperava, de ai a decepção. Isso não impede que quando chego a casa abra a neveira e o ataque sem contemplações.

  6. pia Says:

    Ah que joden as sobras do cozido?. Cando tiñamos as hortensias e chejaban estas datas habia rabos, cachuchas, jrelos e un lonjo etc por todalas partes i esto duraba unha seman enteira. O peor as sobras o can despois do antroido pasaba sempre por Pablo (Argos), i eu tiña que tomar unhas curtas vacacions
    a paraisos vexetarianos, a última lembrome foi a Nafarroa.
    Sobras do cozido: empanadas, terrinas, canelons, roupa vella, croquetas… e durante 3 meses sejiremos comendo sobras de cozido.

  7. Rodrigao Says:

    Ola Pia, tomei há um par de dias uma empanada mui rica de lacão com grelos. O que não acabo de entender é por quê é tão difícil calcular com mais jeito as quantidades de carne, é como se o excesso fora um ingrediente essencial do cozido.

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