O brioche que quis ser rosca de reis e quedou em fracasso

7 ovos, manteiga, sal e um kilo de farinha em forma de ladrilho. Pêro de todo aprendemos e com este intento experimentei o lado mais líquido das massas, perdendo o medo ao brioche e a ciabatta.


O brioche que quis ser rosca de reis e quedou em fracasso


Não vou dar a receita, já que não saiu nada do esperado pêro passei um rato mui agradável experimentando, tirei uma conclusão claríssima e agora sei por quê gosto tanto destas receitas.

As medidas nunca são exactas

Os produtos que utilizamos são distintos em cada lugar, polo que é impossível dar medidas ou temperaturas exactas que devem ser tomados como referência quando provamos uma receita por primeira vez para ir afinando pouco a pouco a medida que voltemos a ela.

Isto, longe de ser um problema, é algo mui bonito da cozinha, porque assimilas sensações com as que saber se vas polo caminho correcto e colhes experiência para rectificar e interpretar.

Trabalhar com massas

Este é um dos grandes prazeres da cozinha, cheio de subtilezas. É preciso trabalhar os ingredientes com mimo mais com firmeza e perder o medo a enfarinhar meia cozinha e ter as mãos de uma mestura peganhenta. Se vamos com cuidado de não manchar nada o único que conseguiremos será uma massa mal trabalhada e nos desesperar pensando em todo o que haverá que limpar mais tarde.

Aquí é o tacto o sentido que devemos utilizar, o que diz quando engadir mais líquido ou farinha porque sintes que a massa ainda precisa esse toque adicional para que tenha a textura que desejamos. Sentir como o glúten vai dando liga à massa e esta se volve mais e mais elástica e suave pode ser uma experiência mui erótica ou maternal, faz-nos lembrar outros tactos e texturas. Quando o pão sai do forno compartes um alimento mui básico, no que tivestes que pôr muita da tua energia e atenção e quem o comparta contigo há-no sentir.

11 Responses to “O brioche que quis ser rosca de reis e quedou em fracasso”

  1. Montrovita Says:

    Pero quedou moi dura a masa? O aspecto tampouco e tan malo, o único que non parecía nin roscón nin brioche, pero se como “bizcoito” podíase comer…

    Podías intentalo de novo como roscón e traelo mañá.

    Un bico.

  2. marina Says:

    mmm moito interesante esa trío masa-tacto-dança, o nosso pao, a empanada (incluso os ‘roscóns de reis que queiran ser brioche’:) som produtos para maior experimentaçao e utilizaçao para coisas divertidas e ricas…(ideias seguro que non han de faltar…)moito obrigada rodri, descubrin este sentido do tacto ao verte coas túas mans na massa…

  3. Anie Says:

    Mmmm, hacer roscón de reyes tiene su aquel según dicen los expertos.

    Probaste el resultado final?, cuando apoyaste el molde en la mesa, hizo un ploc, un tanto sospechoso,jajaja.

    Yo nunca intenté hacer roscón de reyes porque siempre oí que es complicadito.

    Un saludo.

    Anie.

  4. pia Says:

    Rodrigo: a masa do roco de reis, e ijual a do Pan de Ovo que antijuamente faciase en Corcubión, non sabian que esa masa era uma “brioche” o que si sabian era o resultado final. Un amijo xa desaparecido, escriviu uma ves.
    “A Corcubión viñan vapores a carjar carbon, un deles nunha das súas bodejas enchiuna de “pan de ovo”. Un forte temporal, o dobrar o Cabo Fisterra, fixo que nesa bodeja entrara ajua. O “pan de ovo”, inchou e o vapor foise a pique.”
    Antés na ría habia uns depositos de carbon, que se chamaban “pontones”. Eu lembrome do desjuace do último; o Momparnes (sejuro que era o Montparnas).
    Desjuazarono frente o que hoxe e o bar alborada.
    Aproveitabamos o carburo, para facer detonacións. Non quero que me tilden de terrorista i por iso non dijo como se fan.

  5. Rodrigao Says:

    Montrovita, como vés não volvi tenta-lo, ainda que cairá de novo (e que saibas que vou fazer uma tarta Mozart em breve).

    Marina, menos mal que te tinha de apoio, correndo o risco de acabar com o pelo cheio de massa (é o problema de amassar nas alturas). Para a próxima, toca-te amassar a ti.

    Anie, tem, tem o seu aquel, mas é preciso provar para perder o medo e familiarizar-se com o massa. O “ploc” foi mais do que parece, que iam la quase 2kg de ingredientes concentrados no ladrilho :D

    Pia, suponho que o Pão de Ovo de Corcubión era como o que ainda se faz em Carballo, não sim? se é assim, não é a do roscão uma massa mais fina? O das bombas de carburos, não te preocupes, que já tenho a receita ;)

  6. pia Says:

    Non sei poñer “nao” COMA EU QUISER, e nao ten nada que ver o Pan de Juevo de Corcubión co de Carballo, nin co de Muros. En Muros cubren a rosca con craras batidas a ponto de neve (miña nai era dali). O pan de juevo de Carballo e outra cousa. Rico, e farturento. E a rosca é a mesma masa. Masa de Pan de Juevo, e si queremos facer uma boa brioche, temos que facer primeiro uma premasa, e lojo uma masa, tudo mixturado sera o resultado dunha brioche

  7. Rodrigao Says:

    Pía, ou seja, que se perdeu outra receita em Corcubión, não sim? Alejandro Lamas pai falou-me de uma tarta de amêndoa que era típica de aquí que agora tampouco se fai… uma mágoa. Tu não terás receitas destas cousas?

  8. pia Says:

    Receita da Tarta de Amendóa:
    1 kg. de amendóa moida, 1 kg. de azucre, un vasiño de quinito (Malaga Virxen), canela, 12 ovos enteiros + seis xemas (a poder ser de curral), oblea para o fondo (si non temos oblea, podemos poñer uma masa quebrada). Froitas escarchadas para adornala.
    Ista Tarta a facia Isa de manolete, e a nai de Jano tamén facia uma ben boa.
    1.- Batense os ovos xunto co azúcre, ata que queden ben espumosos.
    2.- Poñemos o quinito (malaga) a quentar con uma ramiña de canela, e uma cucharada de ajua para facer uma especie de xirope.
    3.- Mixturamo-la amendóa co batido dos ovos e o azucre.
    4.- Cubrimo-lo fondo dunha bandexa para forno; mellor redonda ca oblea o ca masa quebrada. Vertemos nela a pasta de amendóa.
    5.- Prequentamos o forno a 180 grados. Poñemos a tarta durante 45 minutos.
    Psado este tempo sacamo-la tarta do forno e a bañamos co xirope de quinito e a canela.
    6.- Volvemola a meter no forno, 20 minutos mais, a mellor forma de saber si esta callada e pinchala cun paliño, se sae seco e que xa está.
    7.- Adornamola a tarta cas froitas escarchadas, en con craras a punto de neve.

    Non sei a receita do Pan de Ovo, nunca fun moi larpeira, e na miña cociña a reposteria deixeina un pouco de lado. Dille a Jano que te de a receita dos Merengues de Nati.

  9. Rodrigao Says:

    Muitas, Pía. Hei-na de provar. Suponho que a receita estará num desses maravilhosos cadernos de cozinha que herdou Jano.

    Eu tampouco são mui larpeiro, mas sim que gosto da fazer sobremesas que acabam repartidas por Corcubión. Não sei… a pastelaria tem algo… ovos, manteiga e açúcar sempre vai saber rico, mas a diferença entre o subtil e o basto acho que é mui pouca.

    Farei um vídeo com esta receita.

  10. Milu Says:

    Mmmm, tal vez un poco más de harina…

    Milu.

  11. Rodrigao Says:

    Seguro que mais farinha. Para a próxima há sair melhor :)

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