Aínda que creo que xa sei por onde vou tirar, non teño moi claro como vou chegar ao que quero con isto. O tono sería moi similar ao de Ibán, que descontando os blogs dos meus amigos, é o meu favorito por cercano e anglófilo.
O que cociño neste vídeo non ten nada de especial, en canto a técnica, pero sintetiza o gorentoso en catro ingredientes -xoubas, sal, fariña e aceite- e tres condicións: o peixe pequeno e moi fresco, fritilo e comelo da cabeza á cola e abrir unha botella de viño para beber e comer en boa compañía.
A agulha que lhe colhi a Isabel vinha carregada de ovas, mas a palavra chiava-me tanto que busquei outros sinónimos. Todo fui muito mais sabedeiro sabendo que lhe podia chamar mílhara ou bragada.
Ainda que não é primavera, levava um tempo com o sangue alterado sem saber mui bem a ração. O frio, o trabalho e uma dieta a base de peixe deveriam ter provocado o efeito contrario, pêro não…
Esta semana somente fui um dia a Isabel a mercar peixe. O abadejo está em comida e tinham um bem fermoso, assim que colhi-no e como levavamos um tempo a falar das entranhas dos peixes, meteu-me o fígado na bolsa.
Polo geral gosto muito das entranhas e dos cortes menos nobles (orelha, foucinhos, rabo, unha, molejas, etc.) pêro com as cousas do mar não provara nunca nada alem o caldo das centolas. Como Isabel tinha uns salmonetes pequeninhos, decidi comprovar se era certo o que diz a Larousse. (more…)
O sábado passado um pescador que ficara sem gasolina no Mar do Rostro agasalhou-nos com dous robalos por leva-lo a gasolineira. Uma das robaliças foi ao forno, a outra limpei-na e foi à prancha com uns cachelos.
Este é um prato singelo em que a qualidade do peixe e umas boas patacas de Coristanco pode-vos fazer passar um rato estupendo se desglasamos a frigideira com vinagre e refogamos os cachelos para o acompanhamento.
Aconselho-te que aprendas a limpar peixe: se é fresco, uma vez sacada a espinha dorsal é uma experiência mui sensual.